sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

aquele que não tem título

eu sempre tive vocação pra idealizar. e pro amor. idealizar o amor então, meu chão. sei fazer isso desde os 5 anos, eu acho. eu sempre soube exatamente o que eu queria ou não em alguém, mas aí, quando eu conhecia alguém que preenchia 0,01% dos meus pré-requisitos, eu esquecia dos outros 99,9% e me jogava naquilo que hoje eu chamo de amor-eterno-até-que-acabe. ok, nem sempre foi amor. muitas vezes foi gostar muito, outras tantas foi uma confusão. amor, amor mesmo, daqueles de verdade, ah, esses foram raros. e sim, eu misturei tudo isso diversas vezes e enganei à mim e aos outros dizendo que era amor. agora eu sei, não era.
deixa eu voltar pro assunto: eu, idealizadora de amor.
até, mais ou menos, agosto passado eu sempre tinha alguém que era o foco da minha atenção, meu primeiro e último pensamento do dia, em quem eu pensava ouvindo músicas românticas/bregas. quando terminei o namoro, naquele mês, ficou uma espécie de vazio em mim. eu não pensava em ninguém, não queria ninguém, não sonhava com ninguém e nem suspirava por alguém. chamo esse período de buraco negro afetivo. sabe quando tu não acha ninguém interessante? quando todos os caras do trabalho, do ônibus, da rua, do restaurante, das baladas, dos barzinhos e do mundo (que tu conhece) parecem sem graça? eu sei. desse momento em diante, todos os caras que minhas amigas consideravam O cara, eu passava a chamar de amigo, por que era o que acontecia - eu não via em nenhum deles alguma coisa mais do que amigos.
algumas pessoas poderão considerar esse o modo perfeito pra sair de férias no verão escaldante que fez por aqui, eu não gostei. gostei menos ainda de não ter perspectiva de conhecer alguém interessante.
eu lia o Gabito e sonhava com alguém daquele tipo pra mim, mas não achava em lugar nenhum - ok que eu não me esforcei muito também e durante as férias saí 3 vezes só, mas poxa! eu não acredito que as pessoas tenham que procurar o amor assim, desesperadamente. mas eu queria um amor, ah, como eu queria... encuquei tanto com esse meu vazio, com essa falta de coisa nenhuma, que acabei querendo encontrar alguém. e eu queria isso com a mesma intensidade que não queria sofrer.
belo dia, no fim das férias, eu me dei conta que não queria qualquer um e que também não ia ficar enlouquecida por conta disso, afinal, várias pessoas ficam sozinhas por anos e, aparentemente, muito bem, obrigada.
depois disso, sabe o que aconteceu? conheci O cara, no meu último dia de férias e não desgrudamos desde então.

(pra ler escutando Los Hermanos)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

todos os dias tem alguém pra dizer como devo me comportar, o que devo ler, ouvir ou ver na tv. todos os dias tem alguém pra dizer que eu devo fazer isso ou aquilo e deixar de fazer aquilo outro. o que não tem, nenhum diazinho sequer, é alguém pra saber minha opinião, pra saber como eu me sinto, se tá tudo bem comigo ou por que, cada vez mais, prefiro a solidão.

acho que minhas férias não vão chegar ao fim...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

bem assim

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

Não quero com isso
Dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela
Quando a gente ama
E tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E prá não chorar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

Não vai ser fácil
Eu bem sei
Eu já procurei
Não encontrei meu bem
A vida é assim
Eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém...

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

entrega

De todas as tarefas que temos cotidianamente, acho que a mais difícil é a doação. Não aquela doação de quando tu dá algo que não precisa mais pra alguém, quando passa a diante. A doação complicada é aquela de quando a gente se doa, pra algo ou alguém, por que, por mais que digamos que não, sempre esperamos o reconhecimento. Talvez agora tu, que está lendo isso, pense que é diferente, lamento informar: não é! Quando a gente se doa, quando a gente se entrega, esperamos reciprocidade, esperamos que nos traga prazer, alegrias, diversão, companheirismo e tudo mais que estamos oferecendo. Não sei se é feio isso, mas é verdade, como também é verdade que quando não há essa troca, ficamos frustrados – mesmo que em graus diferentes de frustração. Também não vou negar que alguns disfarçam melhor. Não é o meu caso.
Quando eu te dei o melhor de mim, eu também queria o teu melhor. Quando te dei meu calor, meu carinho, minhas noites em claro, meu amor, quando dividi contigo minhas inseguranças e medos, quando te falei bobagens só pra ver teu sorriso, quando quis estar contigo no domingo à tarde com a mesma intensidade que quis ficar na sexta-feira à noite, eu esperava, de todo meu coração, que o mesmo fosse feito por mim. Não foi. Tu me deixou partir, mas não sem antes me fazer chorar. E eu chorei. Como chorei. Essa lembrança ainda me traz tristeza, ainda me machuca, mas isso acontece cada vez com menos frequência e é cada vez mais leve. Vai passar, eu sei que vai. Já superei tanta perda, tanta dor, tanto lamento, e mesmo assim mantenho o sorriso no meu rosto. E se não passar, não importa, eu sei que ainda teremos outras oportunidades para que tu me mostre que estou errada e que também sou parte de ti.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

tá arrependido das mensagens que me mandou?
tá arrependido das ligações de madrugada que fez?
tá arrependido de ter me excluído das redes sociais?
te arrependeu, foi?
eu não!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

eu tento me controlar...

vi esse vídeo e enlouqueci.

#euquero

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

amor e ponto.

eu tenho os e-mails guardados ainda. tenho também todas as mensagens que mandadas para o meu celular. tenho gravado a fogo na minha memória todas as maravilhas, todas as alegrias e também tudo de bom que foi prometido. também estão guardados os toques, os suspiros, os olhares lânguidos, os sorrisos fáceis, as investidas, as ligações fora de hora e a mão estendida para que eu pudesse pousar a minha. ainda espero pelo "apoio" para subir a ladeira e/ou descer a escadaria, o pé que insistia em esbarrar no meu embaixo da mesa e também aquele convite pra ir pela outra rua. sou saudosa de quando recebia o convite pra fugir na hora do almoço. sem nenhum esforço, basta só fechar os olhos, sinto o cheiro daquela pizzaria e escuto tua voz dizendo que tá nervoso por querer agradar.
parece que foi ontem.
e foi mesmo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

bah... escrevi tudo aquilo na outra postagem e era só isso que eu queria dizer...

"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. " (Fernanda Mello)
tem coisas que eu não entendo e, de tanto não entender, não sei nem explicar. tenho um misto de sensações e dúvidas como há muito não tinha. que coisa... regredi, será? tô numas de não sei o que fazer, não consigo mais tomar conta de mim. talvez seja só por que tem muita gente querendo se meter, me cobrando, me dizendo o que fazer ou não. acontece. sempre foi assim. talvez seja assim pra sempre. ou não. não quero, não gosto, não pedi, mas também não consigo dizer isso tudo. tá confuso né? eu tô confusa! ou sou, não sei. coisas que nunca me aconteceram, agora são rotineiras. até pra me vestir tenho demorado, coisa que nunca aconteceu. vontade de sair daqui, mas não sei pra onde ir. chato isso... não me reconheço. não sei quem sou. não sei se acredito em tudo que ouço ou me mantenho com os dois pés atrás. não sei se vou ou se fico. não sei se aceito ou recuso. não sei! ai, droga. sigo amando sons, cheiros, gostos e toques, mas não tenho certeza do resto. será isso que chamam de fragilidade? será que tô mais exposta do que antes? será? vontade de um abraço. não qualquer abraço. quero uma abraço daqueles que a gente se sente segura, que dá vontade de nunca mais sair dali. vontade da minha cama também. de paz. de praia. de silêncio. de sussurro. de pegada. tô só suspiros.